"Sociologia, Inovação & Tecnologia. Uma compilação de literatura"
Ver aqui:
http://www.ufrgs.br/ppgsocio/Odilnovacao&Tecnologia.pdf
Weblog das disciplinas da área da Sociologia da Técnica.
Tecnologia, Ciência e Inovação - 1º ciclo de Sociologia (2010/11) Universidade do Minho
Docente: José Pinheiro Neves
E-mail: jpneves2007@gmail.com
segunda-feira, novembro 22, 2010
sábado, novembro 20, 2010
Sumários das aulas
Sumários da aulas dadas
Aula 1 - Apresentação do Programa, Bibliografia e Formas de Avaliação
14 de Outubro de 2010
Apresentação do docente e dos alunos.
Discussão sobre as expectativas dos alunos.
Apresentação e discussão dos Objectivos, Programa, Bibliografia e Formas de Avaliação.
Aula 2
21 de Outubro
Debate colectivo: "Como definir a ciência moderna?". Apresentação do debate na área da Ciência Tecnologia e Sociedade.
Aula 3
28 de Outubro – O debate na sociologia da ciência. Thomas S. Kuhn como fundador da sociologia da ciência. O construtivismo forte na sociologia da ciência: David Bloor e a escola de Bath.
Aula 4
4 de Novembro - Debate com os alunos sobre a a relação entre tecnologia e sociedade.
Aula 5
11 de Novembro - O determinismo tecnológico. As suas diferentes versões.. McLuhan e Mumford.
Aula 6
18 de Novembro – O construtivismo social na sociologia da tecnologia. O exemplo da bicicleta. O construtivismo social fraco (a versão norte-americana dos estudos da ciência, tecnologia e sociedade): Langford Winner.
Aula 7
25 de Novembro – Apresentação de um caso prático de inovação num país da América Latina. Ver aqui resumo:
Aula 8
2 de Dezembro – A teoria clássica da inovação: Schumpeter. Ver os PPs na BB, em Grupos (Teoria clássica).
A teoria do actor-rede. A perspectiva simétrica como uma forma de ultrapassar o debate determinismo tecnológico versus construtivismo social.
Ver os PPs da aula na BB.
Aula 9
9 de Dezembro – A teria do actor-rede. A teoria da economia da difusão.
A teoria de Simondon e Stiegler.
Aula 10
16 de Dezembro – Teoria da etnometodologia e do interaccionismo de Flichy.
Aula 11
6 de Janeiro – Esclarecimento dúvidas para o teste.
Aula 12
13 ou 20 ou 27 de de Janeiro? – teste.
quinta-feira, novembro 18, 2010
O Facebook e o Google querem capturar o nosso "tempo"?
O Facebook e o Google querem capturar o nosso "tempo"?
O determinismo tecnológico, aliado às novas formas de capitalismo, caracteriza a mentalidade dos jovens engenheiros americanos que criaram o Facebook e o Google.
"“O engenheiro é rei, e está acima da multidão”, escreve o autor. Os próprios fundadores são descritos no livro como engenheiros frios, com uma mente matemática e um gosto pela objectividade e exactidão" (ver notícia do Público no final).
Contudo, este determinismo é, no essencial, uma forma de cegueira. Impede de ver as disposições subjectivas dos utilizadores, de ver uma outra possibilidade de estar em rede que não seja a que obedece às necessidades de lucro. E de ver que somos animais com medos, com uma subjectividade.
"Auletta argumenta que esta mentalidade de engenheiros, que foi capaz de tornar a Google num gigante, é também responsável por fazer com que esta tenha sido lenta a compreender as preocupações que as pessoas têm com a privacidade. “A privacidade é uma bomba atómica que pode explodir nas mãos da Google.”"
"“Os engenheiros são bons naquilo que conseguem medir. [Mas] os medos relacionados com a privacidade não são facilmente mensuráveis”, explica Auletta ao PÚBLICO."
A mentalidade baseada no determinismo tecnológico aliada ao novo capitalismo tende a reproduzir o uso entrópico do tempo. Alienado. Uma dependência doentia. Por alguma razão, os jogos on-line são objecto de uma divulgação intensiva em detrimento das questões da nossa privacidade (e do uso criativo e humano da Internet).
Como muito bem diz o autor do estudo, querem acima de tudo capturar-nos, capturar o nosso "tempo": "Auletta responde ao PÚBLICO: “O Facebook é uma ameaça [para o Google] porque ocupa o tempo das pessoas. Quanto mais tempo é gasto no Facebook, menos tempo se passa a usar [produtos da] Google.”
Quanto mais tempo é gasto no facebook (e no Google), menos tempo temos para estar com os amigos. Os autênticos. Menos tempo temos para "estar" connosco próprios. Apenas estar.
Por isso, a resistência também passa por saber usar, de uma outra forma, este "tempo". Não ser apanhado, como uma vítima indefesa, por esta armadilha.
http://www.publico.pt/Tecnologia/google-contra-todos_1438733
Em que consiste o mini-ensaio?
Em que consiste o mini-ensaio?
Um pequeno texto a responder à questão: o que é a ciência? Será que se pode distinguir claramente entre ciência e não-ciência? Apresentar um ou dois argumentos fortes.
O objectivo é fazerem um pequeno ensaio estilo blog com um ou dois argumentos: a favor ou contra a divisão ciência e não ciência. É como um pequeno artigo de opinião, mas com alguma base científica ou baseado em livros na área das ciências sociais (usar o debate das aulas), como se fosse para um Jornal. O que pensam do assunto? Interessa que seja algo com um traço pessoal e um pouco subjectivo. Não é um totalmente texto académico. Está na fronteira entre uma opinião e um texto de tipo académico. Um pouco como uma recensão, com um lado subjectivo, mas sobre um tema. O texto colocado neste blog sobre a área da Ciência, Tecnologia e Sociedade e as aulas podem ajudar a arranjar argumentos mas não têm de os seguir à letra. Podem argumentar contra desde que sustentem o vosso pensamento. Tentar dar alguma legitimidade.
Formato e data limite de entrega:
Um pequeno texto a responder à questão: o que é a ciência? Será que se pode distinguir claramente entre ciência e não-ciência? Apresentar um ou dois argumentos fortes.
O objectivo é fazerem um pequeno ensaio estilo blog com um ou dois argumentos: a favor ou contra a divisão ciência e não ciência. É como um pequeno artigo de opinião, mas com alguma base científica ou baseado em livros na área das ciências sociais (usar o debate das aulas), como se fosse para um Jornal. O que pensam do assunto? Interessa que seja algo com um traço pessoal e um pouco subjectivo. Não é um totalmente texto académico. Está na fronteira entre uma opinião e um texto de tipo académico. Um pouco como uma recensão, com um lado subjectivo, mas sobre um tema. O texto colocado neste blog sobre a área da Ciência, Tecnologia e Sociedade e as aulas podem ajudar a arranjar argumentos mas não têm de os seguir à letra. Podem argumentar contra desde que sustentem o vosso pensamento. Tentar dar alguma legitimidade.
Formato e data limite de entrega:
O prazo de entrega foi alterado: 30 de Novembro de 2010
Deve ser colocado na BB no forum criado nas DISCUSSÕES com a indicação no assunto: UC TCI, aluno nº 1º ensaio Ciência. Uma ou duas páginas A4, no máximo.
Deve ser colocado na BB no forum criado nas DISCUSSÕES com a indicação no assunto: UC TCI, aluno nº 1º ensaio Ciência. Uma ou duas páginas A4, no máximo.
quarta-feira, novembro 10, 2010
Password de acesso à BB
O código de activação de pré-inscrições da UC.
Licenciatura em Sociologia 4505O2 Tecnologia, Ciência e Inovação
password: tecnologia
Licenciatura em Sociologia 4505O2 Tecnologia, Ciência e Inovação
password: tecnologia
Aulas de Outubro e de 4 e 11 Novembro de 2010
As aulas foram colocadas na BB no dia 18 de Novembro de 2010
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Aulas de 21 e 28 de Outubro de 2010
Aulas de 4 e 11 de Novembro de 2010
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Aulas de 21 e 28 de Outubro de 2010
Aulas de 4 e 11 de Novembro de 2010
sábado, outubro 30, 2010
Podem ver vídeos e conversar on-line sobre temas das aulas no Facebook num grupo que criei para a UC de Metodologia.
Os alunos de TCI também são convidados visto que há temas semelhantes, nomeadamente o debate sobre o que distingue a ciência de outros saberes.
Ver especialemente os vídeos sobre os níveis de consciência.
Ligação:
http://www.facebook.com/home.php?sk=group_162340640453635
Para entrar no grupo, terão de criar um perfil no Facebook.
Obrigado!
Programa e formas de avaliação UC: Tecnologia, Ciência e Inovação
Ficha de Unidade Curricular
Designação da UC: Tecnologia, Ciência e Inovação
Ano Lectivo: 2010/11
Docente(s):
José Pinheiro Neves
Créditos ECTS: 5
Métodos de Ensino:
Expositivo e aulas práticas/seminários
Métodos de Avaliação:
Dois mini-testes individuais (70%) e trabalho de pesquisa bibliográfica em grupo (20%), um mini-ensaio (10%).
Programa sucinto:
1ª Parte: Ciência e Tecnologia
1. Introdução aos estudos sociais da ciência e tecnologia: porque é que a ciência e a tecnologia interessam à sociologia?
2. A importância social da ciência e da tecnologia: o que faz da ciência uma forma especial de conhecimento?
3. Sócio-tecnologias: determinismo tecnológico e construção social da tecnologia.
2ª Parte: Tecnologia e Inovação
1. Introdução geral às duas grandes tendências no estudo sociológico da tecnologia e da inovação: a sociologia da inovação tecnológica e os estudos sociais da ciência e tecnologia.
2. Inovação e tecnologia: das teorias clássicas da inovação à abordagem sócio-técnica multicausal e multilinear
Programa detalhado:
1ª Parte:
- Apresentação do programa, objectivos, regime de funcionamento e avaliação.
- Porque é que a ciência e a tecnologia interessam à sociologia?
- A importância social da ciência e da tecnologia: o que é que faz da ciência uma forma especial de conhecimento? Empiricismo, o critério de demarcação científica de K. Popper, normatividade em R. Merton e valores em T. Kuhn.
- Sócio-tecnologias: determinismo tecnológico e construção social da tecnologia. Usos e interpretações da tecnologia: quem determina o quê?
- Aplicações socio-técnicas e risco: modernidade, risco e regulação.
- Ciência e políticas públicas: porque é que os Estados financiam a ciência? O papel dos peritos nos processos de decisão.
2ª Parte:
- Introdução às grandes tendências no estudo sociológico da tecnologia e da inovação: a sociologia da inovação tecnológica e os estudos sociais da ciência e tecnologia.
- Inovação e tecnologia. As teorias clássicas da inovação; visão clássica e neo-clássica (Schumpeter); a teoria da difusão.
- O debate mais recente em torno do determinismo da técnica e do social na inovação (na economia, na história, na sociologia da comunicação e na sociologia do trabalho e das organizações).
- Por uma abordagem sócio-técnica multicausal e multilinear. A filosofia da técnica: a indeterminação da relação entre objecto técnico e ser humano (Simondon e Stiegler). A antropologia da técnica. A sociologia da ciência e da técnica: o construtivismo social. A nova sociologia da técnica e da ciência [a tecnociência]: as redes sócio-técnicas. A proposta baseada na etnometodologia e no interaccionismo: os quadros de referência da acção e as suas modalidades (estratégica e táctica).
Principais resultados de aprendizagem:
1ª Parte:
- Explicar a importância de estudar a ciência e tecnologia em sociedade;
- Identificar os factores sociais de produção da ciência e tecnologia;
- Caracterizar a autoridade científica;
- Problematizar a relação entre desenvolvimento tecnológico e a ‘multiplicação’ do ‘risco’;
- Compreender a relação Estados-nacionais / ciência.
2ª Parte:
- Identificar e aplicar os principais conceitos da sociologia da inovação e da tecnologia;
- Compreender a relação entre inovação social e inovação técnica;
- Identificar os principais conceitos da perspectiva simétrica na análise de processos de inovação sócio-técnica;
- Esboçar uma investigação social sobre processos de inovação tecnológica.
Bibliografia de base:
1ª Parte:
- Nunes, João Arriscado e Gonçalves, M. Eduarda (2001) Enteados de Galileu? A semiperiferia no sistema mundial da ciência. Porto: Afrontamento.
- Yearley, Steven (2005) Making Sense of Science – Understanding the Social Study of Science. Sage: London.
- Yearley, Steven (1988), “The Status of Scientific Knowledge” in Science, Technology and Social Change. London: Unwin Hyman.
- Bruce, Bimber (1990) “Karl Marx and the Three Faces of Technological Determinism”, Social Studies of Science, Vol. 20, No. 2., pp. 333-351.
- Volti, Rudi (1992), “Technology and its Creators: Who’s in Charge of Whom?”, in Society and Technological Change. New York. St. Martin’s Press.
- Pinch, Trevor J. & Bijker, Wiebe E (2001) [1987] “The Social Construction of Facts and Artifacts: Or How the Sociology of Science and the Sociology of Technology Might Benefit Each Other” in Wiebe, B., Hughes, Thomas P. & Pinch, T., The Social Construction of Technological Systems. Cambridge, London: The MIT Press.
• Beck, Ulrich (1992) Cap. 1 (Parte 1) in Risk Society: Towards a New Modernity (London: Sage).
- Gonçalves, M. E. (coord), Ciência e Democracia. Bertrand Editora: Venda Nova.
2ª Parte
- Andrade, Thales de (2005), “Inovação e ciências sociais: em busca de novos referenciais”, Revista Brasileira de Ciências Sociais, Vol. 20 nº 58, São Paulo Junho.
- Callon, Michel. (1987) "Society in the making: the study of technology as a tool for sociological analysis", in Wiebe Bijker et al. (eds.), The social construction of technological systems, Mass., Cambridge: MIT Press.
- Flichy, Patrice. (1995) L'innovation technique. Paris: La Découverte.
- Latour, Bruno. (1992) Aramis ou l'amour des techniques. Paris: La Découverte.
- Simondon, Gilbert. (1969) Du mode d'existence des objets techniques. Paris: Aubier-Montaigne.
- Stiegler, Bernard. (1998), Technics and time 1. Londres: Routledge.
Formas de contacto com os alunos:
José Pinheiro Neves: Aulas teóricas e práticas, horário de atendimento.
Horário de atendimento:
José Pinheiro Neves: Quarta-feira, 17-19.30h.