segunda-feira, novembro 17, 2008

Texto a discutir na aula de 24 de Novembro de 2008

"2B OR NOT TO BE DIGITAL"

de Hervé Fischer

Ver em:

http://www.hervefischer.net/text_en.php?idt=5

domingo, novembro 16, 2008

Resumo do trabalho de grupo de auto-diagnóstico na aula de 10 de Novembro de 2008 -Trabalho Prático nº1 - O que é a inovação?

Tecnologia, Ciência e Inovação

Trabalho Prático nº1


1. O que é para nós a Inovação?

A Inovação consiste na novidade/renovação, fazer algo que nunca foi feito. A Inovação normalmente surge associada à Tecnologia.

A Inovação tem os seus criadores e os seus receptores, que podem ser activos ou passivos. Melhor dizendo, diferentes formas de apropriação da Inovação. Depois há diferentes quadros de utilização da Inovação propriamente dita.

O processo de Inovação não é linear, ou seja, pressupõem-se que um produto de Inovação também obedece a uma espécie de lei oferta/procura. Na óptica dos utilizadores constatamos precisamente que nem sempre um produto da Inovação tem aceitação por parte dos sujeitos sociais. Um exemplo disso é a fraca adesão à compra de faixas de músicas online e persistir o hábito das pessoas comprarem o álbum inteiro ou até mesmo a versão em vinil.

Um exemplo prático à pergunta do que é a Inovação poderá ser a comunidade virtual “Hi5”. Começou com o intuito de possibilitar contactos entre pessoas conhecidas e desconhecidas. Deste modo, prevalece a ideia da sociabilidade, do ser em conjunto, de estar junto. No entanto, devido ao progressivo aumento do número de utilizadores (80 milhões) deixou de ser apenas uma comunidade com uma função societal, mas passou a ter também uma função lúdica.


Alunos:

Diana Miranda

Raquel Valente

Vânia Ribeiro

Resumo do trabalho de grupo de auto-diagnóstico na aula de 10 de Novembro de 2008

Resumo do trabalho de grupo na aula de 10 de Novembro de 2008

"O que é a Inovação?

Quando se fala em inovação, cria-se uma ideia de mudança, algo de novo e diferente do anterior.

A inovação destaca-se por um conjunto de transformações violentas, entre um nível anterior e superior, geralmente com inovações introduzidas isoladamente.

Um bom exemplo de inovação é o surgimento da máquina a vapor em plena era industrial, que veio transformar drasticamente todo o sistema produtivo produzido até então.

A máquina veio condicionar em certa medida a posição humana no trabalho.

Permitiu aumentar a produtividade, relegando em certa medida, o homem para funções de controlo, essencialmente.

Esta inovação deu origem a novas orientações de trabalho ditando as regras da produtividade (cadência de produção, tempo necessário à tarefa, etc).

Neste contexto de inovação, somos (em geral) actores passivos, que nos limitamos a receber e introduzir nas nossas práticas as inovações técnicas que vão surgindo, adaptando os nossos comportamentos aos novos produtos que vão surgindo".

Texto enviado por Sandra Costa

Texto de base para a aula de 17 de Novembro de 2008

"A Inovação parece uma daquelas palavras mágicas, carentes de definição precisa e que são defendidas por grupos sociais os mais diversos. De forma semelhante a outros conceitos importantes das Ciências Sociais, como globalização e desenvolvimento sustentável, é um termo extremamente polissêmico e consensual (MACIEL, 1997).

Nos países avançados, essa problemática adentrou na agenda de diferentes setores como governos, corporações, universidades, centros de pesquisa e movimentos sociais. Desde os anos 80, os países da OCDE vêm alterando o padrão de apoio à indústria, incorporando medidas que integram a política de comércio internacional com a industrial e tecnológica. Ao invés de subvencionarem empresas através de contratos de P&D específicos e pontuais, os governos desses países passaram a criar condições para que a atividade produtiva se organize de forma sistêmica e integrativa (CASSIOLATO & LASTRES, 2000).


(...)


Ocorre que o tema da inovação tem se mantido estreitamente ligado a preocupações de ordem econômica, como competitividade, pressões da demanda e investimento.Alguns autores têm chamado atenção para o desafio premente de se incluir variáveis socioculturais nas avaliações e estudos sobre a implementação da inovação em contextos locais e nacionais (FLICHY, 1995; MACIEL, 1997).


As Ciências Sociais não estão inseridas tão fortemente nessa agenda de pesquisa, em comparação com a Economia e as Ciências Organizacionais. Desde seus fundadores, os cientistas sociais muitas vezes se ocuparam da problemática tecnológica, mas muitas vezes esquivando-se de debater o fenômeno técnico em si mesmo e a questão da inovação (FEENBERG, 1991).


Mais recentemente, os teóricos do risco social apontaram a crise das certezas do mundo contemporâneo, em que a contingência e a instabilidade das práticas tecnológicas repercutem diretamente na sociabilidade. O princípio de precaução e a desconfiança no desenvolvimento tecnológico vem adquirindo proeminência no pensamento social contemporâneo (BRUESEKE, 2002).


Nesse contexto de preocupações, desenvolveu-se uma ampla desconfiança em relações às promessas da inovação. A área ambiental é exatamente um exemplo de esfera que tem encontrado dificuldades em incorporar essa questão. A dimensão do risco social e a crítica às incertezas da modernidade impedem que a lógica da inovação interfira nos rumos do debate da sustentabilidade, fortemente marcado por uma desconfiança aos avanços tecnológicos.
[...]
O CONCEITO DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

É possível apontar duas grandes tendências que se propuseram a compreender a questão da inovação no mundo contemporâneo: as correntes econômicas derivadas do pensamento schumpeteriano, e a sociologia construtivista das técnicas desenvolvida principalmente por Bruno Latour, que criou espaço para a incorporação da temática nas Ciências Sociais.

A disciplina econômica foi a que sem dúvida deu o maior impulso à construção da agenda da inovação. As elaborações de Joseph Schumpeter no início do século XX tiveram um impacto considerável no debate sobre transformações tecnológicas e desenvolvimento econômico. Segundo ele, os investimentos nas novas combinações de produtos e processos produtivos de uma empresa repercutem diretamente em seu desempenho financeiro, de modo que o moderno empresário capitalista deve ocupar ao mesmo tempo um papel de liderança econômica e tecnológica. O comportamento empreendedor, com a introdução e ampliação de inovações tecnológicas e organizacionais nas empresas, constitui um fator essencial para as transformações na esfera econômica e seu desenvolvimento no longo prazo (SCHUMPETER, 1982).

Na esteira das elaborações de Schumpeter, há algumas décadas o termo inovação foi cunhado no âmbito da OCDE com vistas a promover uma interação mais efetiva entre o setor produtivo e as áreas de pesquisa e conhecimento. Isso ocorreu no momento em que a abertura de mercados e o aumento da competitividade internacional incitaram empresas e governos a estabelecerem sinergias envolvendo pesquisa tecnológica e política industrial, para a manutenção das taxas de crescimento econômico.

O economista Christopher Freeman, considerado um autor neo-schumpeteriano, foi o responsável pelo estabelecimento do conceito em sua versão atual. Desde os anos 60, a discussão sobre inovação surge e se desenvolve com um claro perfil econômico e corporativo, sendo vista como condição para que empresas e governos tenham um bom desempenho na economia internacional frente às oscilações de mercado e ameaças da concorrência. (Ver FREEMAN, 1992; 1982).

Essa perspectiva de análise levou à formulação de diversos modelos de inovação e projeções macroeconômicas. O cruzamento de informações sobre patenteamento de produtos e investimentos públicos e privados na área tecnológica permitiu a elaboração de fórmulas para se avaliar os efeitos do mercado sobre as práticas de inovação, a célebre problemática da indução pela demanda.

Segundo Flichy (1995), um sério problema metodológico persegue as teorias econômicas que procuraram estabelecer as relações entre pressão da demanda, oferta tecnológica e inovação. Elas propiciam modelos e fazem cruzar determinadas variáveis, mas não lograram explicar como os processos inovativos aparecem e se desenvolvem. As relações exógenas entre ciência e tecnologia e os modelos mecânicos de interferência da demanda sobre a atividade tecnológica mostraram-se insuficientes para esclarecer porque determinadas inovações tiveram êxito e outras não.

A partir dos anos 80, os economistas passaram a mudar o enfoque de análise. Com a globalização da economia e a flexibilização dos formatos organizacionais envolvendo empresas, agências estatais e centros de pesquisa, a formação e desenvolvimento de redes passa a ser um tema central dos pesquisadores sobre inovação (FREEMAN, 1992).

Nesse contexto, em que a estrutura organizacional assentada nos fluxos de informação passa a ser mais essencial que os próprios produtos desenvolvidos a partir das atividades tecnológicas, estabelece-se um novo conceito, o de sistemas nacionais de inovação. As interações entre os agentes econômicos, as instituições de pesquisa e organismos governamentais estipulam ações recíprocas que geram a capacidade de desenvolvimento de condições de inovação. Políticas locais e setorizadas passam a ser imprescindíveis para a compreensão do potencial inovativo de uma nação e região, independentemente da atividade específica de cada setor e das oscilações da demanda (CASSIOLATO & LASTRES, 2000).

A interação das firmas com e no sistema passa a adquirir significado estratégico. Essas capacidades, que anteriormente eram consideradas como que mais puramente administrativas ou gerenciais, são consideradas no período atual como parâmetros de inovação (LEMOS, 2000; TRIGUEIRO, 2002)."

Thales de Andrade, "Inovação tecnológica e meio ambiente: dando um passo acima", in http://www.anppas.org.br/encontro_anual/encontro2/GT/GT01/thales.pdf
[Consultado em 20 de Setembro de 2008]

Programa e formas de avaliação da UC de Ciência, Tecnologia e Inovação - 1º ciclo do curso de Sociologia, Universidade do Minho 2008/09

Programa e formas de avaliação da UC de Ciência, Tecnologia e Inovação - 1º ciclo do curso de Sociologia, Universidade do Minho 2008/09

http://neves.do.sapo.pt/Cien_Tecn_Inov/Programa_UC_TecCiencInov_ER_NEV_08_09.pdf



Aula de 17 de Novembro - O que é a inovação? A perpectiva de um economista brasileiro: Ary Plonsky

Encontrei uma conferência de um economista brasileiro, no youtube, sobre o conceito de inovação.

"O Prof.Dr. Ary Plonsky fala sobre uma nova divisão social do trabalho de inovação, fruto de uma combinação de vários fatores tais como:
* uma nova geografia da inovação - que inclui países específicos com grande capacidade de gerar empresas e relações -,
* uma motivação mais abrangente do que o simples retorno financeiro – isso inclui o desenvolvimento de tecnologias em benefício do planeta –
* e o aumento do número de atores envolvidos no campo da inovação."

Ver no youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=UJ6pFJbCWbY&feature=related