quinta-feira, setembro 18, 2008

A propósito de Gilbert Simondon: a tendência estética, como herança mágica, entre o técnico e o religioso

A propósito de Gilbert Simondon: a tendência estética, como herança mágica, entre o técnico e o religioso
José Pinheiro Neves (Universidade do Minho)

Comparar os modos de pensamento só é possível se eles se situarem no mesmo plano; torna-se também necessário entendê-los numa articulação emparelhada, visto que são sempre o desdobramento do pensamento unitário primitivo.
Neste contexto, o pensamento estético pode ser definido mais como uma tendência do que como uma espécie. "O pensamento estético é o que mantém a recordação implícita da unidade; (…) este modo procura atingir a totalidade do pensamento e recompor uma unidade através duma relação analógica".
Ao ser visto como uma tendência, o pensamento estético não se reduz ao esteticismo nem muito menos ao mundo das obras de arte. Pelo contrário, "a obra de arte fazendo parte de uma civilização utiliza a impressão estética e satisfaz, talvez artificialmente e de maneira ilusória, a tendência do homem para procurar, quando exerce um certo tipo de pensamento, o complemento em relação à totalidade. (…) Mas a obra de arte não reconstroi realmente o universo mágico primitivo: este universo estético é parcial, inserido e contido no universo real e actual proveniente do desdobramento. De facto, a obra de arte sobretudo mantém (e preserva) a capacidade de experimentar a impressão estética, tal como a linguagem permite a capacidade de pensar, sem no entanto ser o pensamento". O que caracteriza a impressão estética é acima de tudo a perfeição do acabamento que lhe confere uma dimensão universal, passando a constituir um equivalente da totalidade mágica.
Desta forma, a estética como tendência pode atravessar uma obra técnica ou uma obra religiosa. "o carácter estético dum acto ou duma coisa é a sua função de totalidade, a sua existência simultaneamente objectiva e subjectiva, como ponto remarcável. Todos os actos, todas as coisas, todos os momentos possuem uma capacidade de se transformarem em pontos remarcáveis de uma nova reticulação do universo.
Cada cultura selecciona alguns dos actos e algumas das situações que estão aptas e transformar-se em pontos remarcáveis; mas não é a cultura que cria a aptidão de uma situação para se tornar um ponto remarcável; a cultura coloca barreiras a certos tipos de situação, deixando à expressão estética apenas algumas vias estreitas em comparação com a espontaneidade da impressão estética; a cultura intrevém mais como limite do que como criadora".
A tendência das técnicas, após terem isolado as figuras do mundo mágico, é a de retornar para o mundo criando uma nova reticulação em que privilegia certos lugares numa lógica híbrida de esquemas técnicos e poderes naturais. É nesse momento de reunião que aparece a impressão estética. Também o pensamento religioso, quando se aproxima de cada cultura e de cada grupo humano, tende a criar uma unidade de rede. A impressão estética, comum ao pensamento religioso e ao pensamento técncio, é a única ponte que permite ligar estas duas metades do pensamento resultantes do abandono do pensamento mágico".
Vejamos então quais são as características do pensamento estético que lhe permite esta articulação, este voltar à unidade.
Em primeiro lugar, a actividade estética perserva a estrutura inicial de rede, de pontos-chave, tanto no pensamento técnico como no pensamento religioso.
Em segundo lugar, "o pensamento estético, situando-se no intervalo entre a subjectivção religiosa e a objectivação técnica, limita-se a concretizar as qualidades de fundo através das estruturas técnicas".
Terceiro, não podemos situar a realidade estética nem no objecto nem no sujeito, visto que ela se poderá transformar "na organização intencional duma realidade natural" ou continuar ligada ao homem, ao sujeito, sendo "uma modulação da voz, uma mudança no discurso, uma maneira de se vestir".
Por último, o que a define é fundamentalmente a inserção e não a imitação.
Numa palavra, podemos afirmar que "a arte é o que estabelece a transductividade dos diferentes modos de pensamentos entre si; a arte é aquilo que no modo continua a ser não-modal, como se em torno do indivíduo restasse uma realidade pré-individual associada a ele permitindo-lhe a comunicação na instituição do colectivo".

José Pinheiro Neves

Baseado e com excertos do livro de Gilbert Simondon, Du mode d'existence des objects techniques, Paris, Aubier, 1989

sexta-feira, abril 04, 2008

Artigo de José Luís Garcia sobre "Sobre as origens da crítica da tecnologia na teoria social:Georg Simmel e a autonomia da tecnologia"

José Luís Garcia, "Sobre as origens da crítica da tecnologia na teoria social: Georg Simmel e a autonomia da tecnologia"

http://www.scientiaestudia.org.br/revista/PDF/05_03_02.pdf

terça-feira, fevereiro 20, 2007

"The Strange Meshing of Impersonal and Personal Forces in Technological Action" Adrian Mackenzie

Adrian Mackenzie, "The Strange Meshing of Impersonal and Personal Forces in Technological Action", in Culture, Theory & Critique, Volume 47, Number 2 / October 2006, 197 - 212





Abstract:


Many critical approaches ascribe a deficit of meaning to technology. The theory of technological action developed in the paper treats technology as an important, eventful terrain for collective life. Drawing on Michel Foucault’s idea of problematisation, it places contemporary technological actions in settings suffused by power relations. It finds in the work of Gilbert Simondon ways of explaining how technological action overflows social norms, forms, identities and structures. Based on analysis of processes of abstraction and concretisation in a spectrum of symptomatic examples, it contends that cultural theory should develop understandings of the potentials that give rise to technological acts as a way of being with others. The paper suggests how cultural theory can engage with the specificities of these actions.

in <
http://taylorandfrancis.metapress.com/link.asp?id=x1397741067p0244> [20 de Fevereiro de 2007]

sábado, fevereiro 10, 2007

Teoria do Actor-rede e os Blogs

Artículos académicos de Adolfo Estatella

June 9th, 2006


‘Blogs: from Communicative to Connective Artefacts’ [PPT] (1,8 MB) (texto de la presentación, 44 KB, en Word) . Comunicación en BlogTalk Reloaded - the conference. 2-3 Octubre, 2006. / Vienna (Austria).
‘Symmetrical Ethnography. Giving place to artefacts in the study of Internet practices’ [PPT] (1,8 MB). Workshop Virtual Ethnography in Contemporary Social Science, Amsterdam, 27-29 septiembre de 2006. Junto con Elisenda Ardèvol y Agnès Vayreda.
‘Entre Blogs. Etnografía simétrica a través de Internet’, [PPT] (908 KB). Comunicación en el Ier Encuentro de Estudios de Ciencia y Tecnología. [25-27 de mayo, Barcelona].
La construcción de la blogosfera: yo soy mi blog (y sus conexiones), [PDF] en La Blogosfera hispana: Pioneros de la cultura digital, Cerezo, J. M. (ed.), 2006, fundación france telecom.
De la cultura de la remezcla a la creatividad colectiva [PDF], en Zemos (eds.), 2005 Creación e inteligencia colectiva, Editorial Universidad Internacional de Andalucía. From remix culture to collective creation (English translation) [PDF].

Anatomía de los blogs. La jerarquía de lo visible [HTML], Telos. Cuadernos de Comunicación, Tecnología y Soiciedad, 65, (oct-nov), 2005.
Weblogs. La utopía de una propuesta alternativa a los mass-media, [DOC] en Ardevol E. y Grau J. (eds.) (2005) ‘Antropología de los Media’, ponencias del X Congreso de Antropología de la FAAEE, Sevilla, septiembre 2005.
Filtrado colaborativo: la dimensión sociotécnica de una comunidad virtual [PDF], UOC Papers, vol.1, 2005.
Pobrecito hablador. Conflictos por la libre participación en una comunidad colaborativa [PDF]. Athenea Digital, 7, 2005.

‘Symmetrical Ethnography. Giving place to artefacts in the study of Internet practices’

‘Symmetrical Ethnography. Giving place to artefacts in the study of Internet practices’
[PPT] (1,8 MB).
Workshop Virtual Ethnography in Contemporary Social Science, Amsterdam, 27-29 septiembre de 2006. Adolfo Estatella, Elisenda Ardèvol y Agnès Vayreda.


http://adolfoestalella.googlepages.com/Presentation_SymmetricalEthnographyAmsterdamv3.ppt

sábado, novembro 25, 2006

[resources] Actor Network Theory

[resources] Actor Network Theory

Finding about «actor network theory» (interdisciplinary approach to the social sciences and technology studies) and trying to see if it is usefull for framing my research [PS 12/Jul/2006 - Actor Network Theory is a method and not a framing theory in that sense, but i couldn't have guessed it before reading more about ANT ;-) That's the beauty of research and being able to document the steps in the blog]

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What is Actor-Network Theory? Contributes from Bardini, Goguen, Hanseth, Risen, Lemke, Bowker & Star, Callon, Frohmann, Keele, Miettinen, Van House, Sidorova & Sarker, elaborated by Martin Ryder, on July 2003.
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John Law and John Hassard (eds) (1999), Actor Network Theory and After
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John Law (1992), Notes on the Theory of the Actor Network: Ordering, Strategy and Heterogeneity:

"In this note I start by exploring the metaphor of heterogeneous network. This lies at the heart of actor-network theory, and is a way of suggesting that society, organisations, agents and machines are all effects generated in patterned networks of diverse (not simply human) materials." (p.2)
*
Actor Network Theory - discussion group at Yahoo, moderated by Jose Pinheiro Neves, from Departamento de Sociologia, Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho.
*
Actor-Network Theory Resources, Centre for Science Studies, County College South, Lancaster University, UK.
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Bill Doolin & Alan Lowe (2002), To reveal is to critique: actor-network theory and critical information systems research. Journal of Information Technology, Vol. 17 (2):

"Despite its relativist ontology, actor-network theory places a strong emphasis on empirical inquiry and this paper argues that actor-network theory, with its careful tracing and recording of heterogeneous networks, is well suited to the generation of detailed and contextual empirical knowledge about IS. The intention in this paper is to explore the relevance of IS research informed by actor-network theory in the pursuit of a broader critical research project as defined in earlier work."

Other related readings:

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Boundary Objects - Bowker, G. C., & Star, S. L. (1999). Sorting Things Out: Classification and Its Consequences. Cambridge, MA: MIT Press:

"... are those objects that both inhabit several communities of practice and satisfy the informational requirements of each of them. Boundary objects are thus both plastic enough to adapt to local needs and constraints of the several parties employing them, yet robust enough to maintain a common identity across sites. They are weakly structured in common use and become strongly structured in individual-site use. These objects may be abstract or concrete... Such objects have different meanings in different social worlds but their structure is common enough to more than one world to make them recognizable, a means of translation. The creation and management of boundary objects is a key process in developing and maintaining coherence across intersecting communities." (Bowker & Star, 1999 pg. 297)
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Geraldine Fitzpatrick, William J. Tolone and Simon M. Kaplan (1995), Work, Locales and Distributed Social Worlds. Proceedings of the Fourth European Conference on Computer-Supported Cooperative Work, September 10-14, Stockholm, Sweden. H. Marmolin, Y. Sundblad, and K. Schmidt (Editors), Kluwer Academic Publishers, pp. 1-16.

... and something offtopic about tagging, folksonomies, and ANT (Actor Network Theory) in a paper by Adam Mathes (2004), Folksonomies - Cooperative Classification and Communication Through Shared Metadata:

"After examining the other sites the user tagged with ANT, it was apparent this was an acronym for "Actor Network Theory," in the domain of sociology. However, when examining the ANT tag across all users (Delicious apparently is not case sensitive in tags) most of the bookmarks were about Apache Ant, a project building tool in the Java programming language. Two completely separate domains and ideas are mixed together in the same tag." (p.5)

in: http://blogtese.blogspot.com/2006_05_01_blogtese_archive.html

segunda-feira, agosto 14, 2006

Revista online de Ciência, Tecnologia e Inovação "Mundus"

Já está disponível uma nova edição da revista online de Ciência, Tecnologia e Inovação "Mundus": http://www.cienciapt.net/mundus/20060728cidm.pdf


Este Mês na Mundus:

Cidades e Regiões Digitais: Concelhos inovadores na Ciência e Tecnologia.

terça-feira, junho 13, 2006

Resultados do Exame (1ª e 2ª chamada) realizado em 29 de Maio de 2006

Resultados do Exame (1ª e 2ª chamada) realizado em 29 de Maio de 2006

Eng. Civil

37922 - Fernando Manuel Pinto Ferreira - 18
37183 - Marisa de Fátima da Silva Vieira - 15
35214 - Pedro Ricardo Santos - 18
37958 - Raúl Eduardo Santos Ribeiro - Reprovado (deve inscrever-se na época de recurso de Julho)
46231 - Rita Beatriz L. Gonçalves - 10
44081 - Sara Cristina Ferreira Pinto - 15

Eng. E. I. Computadores

32634 - João Pedro Lamas Rodrigues - Reprovado (deve inscrever-se na época de recurso de Julho)
35236 - José António da Cunha Teixeira L. - 15

Eng. Mecânica

19561 - Vasco Albino Gonçalves Enes Domingues - 10

Informática de Gestão

38458 - António João Garrido Ferreira - 10
39427 - Maria Aurora Gonçalves Costa - 15

Engenharia de Materiais

29221 - Sofia Glória Ferreira Caridade - 10

quarta-feira, maio 31, 2006

Os blogs na gestão de recursos humanos

http://b2ob.blogspot.com/2006/05/web20-na-agenda-pblica.html

Site com um estudo acerca dos blogs baseado na Teoria do actor-rede

http://estalella.wordpress.com/2006/05/10/entre-blogs-haciendo-etnografia-simetrica/#more-59

quarta-feira, maio 24, 2006

Aula de 22 de Maio de 2006 - Resolução de um teste

Sociologia da Técnica

Opção cultural

Aula de 22 de Maio de 2006

Imaginando que foi convidado a fazer uma avaliação do processo de introdução do "sistema de qualidade" a partir de uma visão construtivista técnico-social (teoria do actor-rede), tente responder às seguintes preguntas.

a) Como referiu a Eng. Rosário, antes da introdução deste novo "sistema", existia um sistema de qualidade menos formalizado que se baseava nas especificações técnicas dos construtores. Será que este aspecto afectou as traduções dos actores, nomeadamente os que estavam mais directamente envolvidos no sistema menos formalizado? Desenvolva os seus argumentos tendo em conta, por um lado, os breves resumos das traduções dos actores apresentados pela Eng. Rosário (não se esquecendo que ela era a responsável pela implementação do novo sistema), e, por outro, a partir das noções de tradução e rede.

b) Será que este processo poderá ser considerado fracasso? Analise a forma como, na segunda fase, foi ensaiada uma resolução do "problema" à luz do conceito de "rede sócio-técnica".

Respostas:

"a) Devido à nova rede existente, ou melhor, devido à transformação desta, surgiram diversas criticas ao novo "sistema" recém implementado por parte de diferentes actores. Estes preferiam o anterior "sistema", já que envolvia menos papéis, menos confusão.
A simplicidade do processo anteriormente existente sofreu uma alteração tendo em vista uma evolução qualitativa- Tal facto afectou, como é frequente, as traduções dos actores mais directamente envolvidos em toda a trama. Como era expectável, as traduções tiveram de ser simplificadas, esbatendo consequentemente as críticas levantadas.

b) Inicialmente poder-se-ia considerar um fracasso, mas o evoluir do processo revela as mais valias que este traz, confirmando a importância da análise sócio-técnica. Visto que estamos num processo de transformação de uma rede, torna-se necessário ter em conta os actores desta, assim como as respectivas traduções dirigidas. As traduções, para serem eficazes melhorando a rede, têm de ser o mais simples possível.


Pergunta sugerida pela Sara a partir do caso da Motometer que irá sair no teste (ver entrada neste blog):

Será que podemos considerar esta investigação como um fracasso, já que a solução da colocação dos bancos não foi adoptada?

R: A resposte é negativa.

1º Argumento:
O objectivo da investigação não era a colocação dos bancos. De facto, esta não tinha por principio uma aplicação directa, previa-se apenas estudar e trabalhar os dados de um inquérito.
Além disso, a não utilização dos bancos estava explicita no contrato (situação de assalariados).

2º Argumento:
Na continuação do argumento anterior, pretendia-se, principalmente, descrever o funcionamento das redes numa lógica sócio-técnica. O que não quer dizer que o diagnostico não possa ser utilizado pelos dirigentes da empresa.

Como?

O facto de uma grande parte dos operários de um dos turnos apontar esta situação como causa de insatisfação, mostra que numa das redes há um grande descontentamento. Esta informação pode ser utilizada pelos dirigentes da empresa.

Na linha do argumento anterior, as diferenças das traduções das redes permitem fazer um diagnóstico das mesmas. Neste caso, obrigam a concordar com a análise sócio-técnica, visto que, nas redes onde existe maior participação, são referidas fundamentalmente as questões técnicas.
Não existe dissociação do técnico do social e vice-versa, e muitas vezes revela-se que o social é mais importante e prioritário que o técnico".

Texto enviado por Vasco Enes, aluno da disciplina.

terça-feira, maio 09, 2006

Aula de 8 de Maio de 2006 - respostas um possível teste

Aula de 8 de Maio de 2006

1. Apresentação do caso prático

Ver aqui:

http://neves.paginas.sapo.pt/aula.Cristina.9Maio06.htm


2. Correcção de um exemplo de teste semelhante ao que será efectuado no exame da disciplina.

António João Ferreira escreveu:

Data: Tue, 9 May 2006 18:21:26 +0100
De: "António João Ferreira"
Para: jpneves2005@yahoo.com.br

Assunto: Aula de 8 de Maio de 2006 - respostas um possível teste

Caro docente, segue então, como pedido, aquilo que me foi possível captar na aula


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TESTE

Universidade do Minho – Departamento de Sociologia
Enunciado de um possível Teste

Caso prático: Cristina Gonçalves e José Pinheiro Neves, Factores sociais e técnicos e a satisfação dos colaboradores numa empresa industrial do grupo Bosch – MotoMeter – Vila Real, Braga, Policopiado, 2005.

Leia com atenção o seguinte excerto

“As conclusões deste estudo levam-nos a sublinhar a importância decisiva dos factores grupais no funcionamento da empresa. Mas também nos mostram que a expressão linguística dos sentimentos depende não só da relação da “gestalt” entre chefias e grupos humanos (dimensão etológica-étnica) mas também da que se estabelece entre grupos humanos e objectos técnicos (dimensão sócio-técnica)”.

Responda às seguintes questões

1. Quais são os dados obtidos na investigação (questões abertas, fechadas, entrevistas e observação) que permitem confirmar estas duas conclusões? Justifique.

2. Imagine que teria de continuar esta investigação no âmbito da sua dissertação final do curso de mestrado. Defina, em traços muito gerais, um projecto de investigação, baseado na “sociologia da tradução”, em que iria incluir uma questão inicial de pesquisa, uma problemática teórica e um esboço de metodologia. Na medida do possível, justifique as suas opções.

Boa sorte para todos!
José Pinheiro Neves

Ponderação: 1. Conteúdo. Cada questão: 40 %. 2. Apresentação formal (principalmente a clareza na exposição das ideias e uma correcta estrutura na sintaxe das frases): 10%.
De acordo com o programa e formas de avaliação da disciplina, este teste terá uma ponderação de 90% para a avaliação final.
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Questão 1: Quais são os dados obtidos na investigação (questões abertas, fechadas, entrevistas e observação) que permitem confirmar estas duas conclusões? Justifique.

Resposta:
A grande parte dos dados que podem ser considerados como fundamentais foram obtidos a partir das questões fechadas, e depois cruzados com a interpretação das questões abertas. O que foi possível determinar a uma primeira vista seria a existência de uma grande falta de empatia entre colaboradores e chefias no 1º turno (a funcionar das 06:00 às 15:00). Por outro lado, a hipótese que sublinha a importância dos aspectos físicos (bancos) é reforçada pelos testemunhos do 2º turno.
Aparentemente as duas hipóteses seriam confirmadas. No entanto esta visão é algo simplista, logo é necessário introduzir um novo nível de complexidade à interpretação, para ser possível tirar conclusões mais elaboradas.
Contradição quanto à teoria das necessidades de Maslow: no caso do 1º turno, não foi possível verificar que as necessidades sociais surgem depois das físicas (bancos) estarem satisfeitas.
Há, por isso, necessidade de adoptar uma visão de rede, relacionando as duas hipóteses inicialmente propostas e rejeitando assim uma perspectiva dicotómica.

Questão 2: Imagine que teria de continuar esta investigação no âmbito da sua dissertação final do curso de mestrado. Defina, em traços muito gerais, um projecto de investigação, baseado na "sociologia da tradução", em que iria incluir uma questão inicial de pesquisa, uma problemática teórica e um esboço de metodologia. Na medida do possível, justifique as suas opções.

Resposta: A solução mais simples seria propor uma reestruturação do questionário, sobretudo colmatando falhas algo graves, como a ausência de algumas variáveis independentes tais como a idade, estado civil, caracterização do agregado familiar, etc. Outra sugestão a ter em conta seria arranjar forma de saber mais acerca dos estilos de vida dos colaboradores: por exemplo saber se a origem da queixa do 2º turno relativa à falta de bancos se deve realmente ao facto de terem espaço de manobra junto das chefias para o fazerem, ou se está relacionado com o facto de às 15:00 as pessoas entrarem no trabalho já algo cansadas e portanto sentirem mais falta de conforto físico do que aquelas que começaram a trabalhar pouco depois de terem acordado e portanto, em princípio, estarão mais descansadas.

António João Ferreira, nº38458, LIGUM.

terça-feira, março 28, 2006

Definição dos principais conceitos da teoria do actor-rede

Definição dos principais conceitos da teoria do actor-rede
José Pinheiro Neves

“Diario de una investigación” de Noemí Sanz Merino em 22 de noviembre de 2005

ANT-Definición de conceptos

“Actante (Actant)

“Concepto utilizado para diferenciarlo del de “Actor”. Cualquiera o cualquier representado por un portavoz (p. 84);
«Describe lo que el portavoz representa» (p. 89) texto, instrumento, lo que hay dentro del laboratorio (1987, versión inglesa).
«Actor/Actant: Actante es un termino de la semiótica que da cuenta de humanos y no humanos; un actor es cualquier entidad que modifica a otra en un proceso; de los actores sólo se puede decir que ellos actúan; su competencia está reducida por sus actuaciones; la acción, sucesivamente, es siempre registrada en el curso del proceso y por un protocolo experimental, elemental o no» (1999a) Cualquier entidad dotada de la capacidad de actuar: todo ser humano, artefacto y enunciado que participa en la elaboración de ciencia y tecnología, es decir en las redes de traducción que están siendo estudiadas; la identidad del actante «depende del estado de la red y de las traducciones en curso, es decir, de la historia en la que participan» (Callon, 1995).
Es en relación también a este hecho por lo que en mi opinión la expresión “Actor Network Theory” debe traducirse al castellano tan sólo como “Teoría de Actor-Red” y no también como sinónimo de “Teoría de red de actores”, porque es necesario igualar la importancia de cada nódulo al de la propia red, diferenciando así a esta teoría del estructuralismo o de los análisis de redes sociales. Es decir, por un lado, debe de quedar claro que cada elemento individual es tan relevante como las relaciones que se establezcan entre ellos, y por otro, que los actantes ya son actores antes de que nosotros los expliquemos como tales en una estructura estática y funcionalista. Un actante no puede ser sustituible por otro porque ocupe un determinado puesto en una red, no es reducible porque su presencia particular está marcando la diferencia, si no fuera el caso ya no sería una entidad a tener en cuenta como actor (2004a)”

Inscripción (Inscription)

Esta noción «tomada de Derrida (1977), designa una operación más básica que la escritura (Dagognet, 1973). Se utiliza para resumir todos los trazos, manchas puntos, histogramas, números registrados, espectros, picos, etc.» (nota 2, p. 55). La inscripciones son, al fin y al cabo, lo que los participantes examinan con suma importancia y lo que se utilizará como parte de un argumento o un artículo (y no directamente ya el experimento). Se ha producido entonces una transformación crucial a través de un aparato en el camino a la construcción de una sustancia o hecho científico. Así, por esta serie de trasformaciones, el laboratorio toma la forma de sistema de inscripciones gráficas para el observador (pp. 61-63). En este contexto la escritura (y por tanto las inscripciones, literarias ¿?, al menos) no sólo es un modo de transferir información sino también una operación material para crear orden, «La inscripción material es sostenida por una montón de habilidades invisibles. Cada curva está rodeada por un flojo de desorden y sólo se salva de la disolución gracias a que todo se escribe o se rutiniza de tal modo que una afirmación no puede aparecer en cualquier parte de un artículo de trabajo» (p.275). Distinción utilizada por ellos acerca de comunicación formal e informal pp.63-64 (1979). «El resultado de este interés exclusivo en las inscripciones es un texto que limita el número de contraargumentos desarrollando, para cada desplazamiento difícil, una de estas inscripciones simplificadas (diagramas, tablas, dibujos). El propósito de la construcción de este doble texto que incluye argumentos e inscripciones es alterar las modalidades que un lector puede añadir a las afirmaciones. Transformar una modalidad de "es probable que A sea B" a "X ha demostrado que A es B", es suficiente para obtener un "hecho" científico. (…) Cada vez más analistas conciben la tecnología de inscripción (procedimientos para escribir, enseñar, imprimir y registrar) como la causa principal de lo que en tiempos pasados se atribuía a fenómenos "cognitivos" o "vagamente culturales"» (importante seguir leyendo al respecto, 1983). Cualquier imagen gráfica resultado de la observación y/o la experimentación, que se constituye como prueba observable en la elaboración posterior de los textos científicos; «A hybrid is produced at the interface: a raw image, to be used later in a aticule, that is emerging from an instrument» (p.65, 1987). (Callon, 1995).

Mitología (de los participantes) (exemplo: de um laboratório científico)

No es en sentido peyorativo; es su background científico y filosófico-cultural (def. p. 65) «Las creencias centrales de las mitología no son conflictivas y se dan por supuestas y sólo producen discusiones durante las breves visitas guiadas al laboratorio que hacen algunos legos. En el laboratorio resulta difícil determinar si nunca se alude a la mitología simplemente porque es un vestigio sin importancia y remoto del pasado, o porque ahora es un aspecto bien conocido y generalmente aceptado del folclore» (p. 66-67, 1979)

Observador

Investigador externo (etnólogo), su neutralidad se basa en que no debe saber demasiado acerca de la mitología y actividades de los participantes, este conocimiento debe ir apareciendo y ser definido durante la observación (p.54). Como personaje ficticio se llama la atención sobre el proceso por el que se toma parte en la construcción de una explicación (ver también Cap. 1); su principio organizador de sus observaciones iniciales en el laboratorio es la noción de inscripción gráfica (p. 55). Como Técnico la actividad del observador no se diferencia esencialmente de la de los participantes observados (que construyen hechos) a la hora de poner orden y tener en cuenta las inscripciones desde las que se construyen las explicaciones (p. 55, 285); la diferencia es que ellos tienen laboratorio y el observador textos (p. 289, 1979). Las descripciones hechas por los observadores externos de la ciencia son el propio laboratorio para los estudios de la ciencia y la tecnología. Un nuevo lugar dónde se pueden ver en directo todos los vínculos necesarios en su producción, el orden de las traducciones, lo que es relevante o no en su momento, cuáles son sus actores, sus mitologías y con ellas sus modos de ver el mundo (Latour, 1983; 1991a; 2004a; Callon 1995). Se está destacando, por tanto, la dimensión experimental y ante tal situación el observador debe asumir unas reglas metódicas que están en estrecha relación con la Teoría de Actor- Red (Reglas de método en Science in Action).

Participantes

Actantes humanos que son parte del caso de estudio de los observadores (1979).

Portavoz (Spokesman, Spokeswoman, -Person)

Metafóricamente es como el micrófono necesario por el que hablan las cosas, son el intermediario entre las inscripciones y los legos. Necesitamos los comentarios de los científicos ya que los gráficos, imágenes, etc. no nos dicen nada por sí solas. El portavoz no habla en su propio nombre sino que lo hace en nombre de los que no pueden hablar (1987). «Un expresión usada primero para mostrar el profundo parentesco entre representantes de humanos (en sentido político) y representantes de no humanos (en sentido epistémico). Después el término es usado para designar todos los discursos “impedimenta” que explican la dinámica de la comunidad. El portavoz es precisamente el único que no permite una respuesta asegurada a la pregunta ¿Quién está hablando?» (1999ª, traducción de def. de conceptos)



Social

«No es necesario atribuir una importancia concreta a la consecución de un equilibrio “correcto” entre “Factores sociales” y los “intelectuales» por dos razones: una, porque no se acepta la distinción entre “factores sociales” e “intelectuales y/o técnicos” porque se trata de una distinción que funciona en los propios científicos que están siendo estudiados y de lo que se trata es de comprender cómo se presenta ésta en su actividad (por lo que no es apropiado partir de ella para analizar tal actividad como hacen otros estudios de la ciencia, véase distintas versiones entre pp. 28-34); dos, su interés por los detalles de la actividad científica rebasa tal distinción: el interés por la utilización que los propios científicos hacen de “factor técnico y/o intelectual” es un fenómeno que hay que explicar: «De un modo más significativo, lo consideramos tan importante que la explicación que demos de la actividad científica no debe depender de un modo importante del uso acrítico de los mismos conceptos y terminología que actúan como parte de esa actividad» (p.35, 1979). «El adjetivo “social” (en “la prisión de la esfera social” o “constructivismo social”) es de esta manera siempre peyorativo, desde que esto designa el esfuerzo desesperado de los prisioneros de la Cueva para articular la realidad mientras carecen de medios para hacerlo» (1999ª, traducción de def. de conceptos).

Tradução

The notion of 'translation', the action of making equivalent which is also a betrayal, was drawn by Michel Callon (1980) from the writing of Michel Serres.
“.

Extraído de: http://msbunbury.bitacoras.com/archivos/2005/11/22/ant-definicion-de-conceptos

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From Sidorova & Sarker

ANT is based on a large number of concepts, including:

Actor
Any element
which bends space around itself, makes other elements dependent upon itself and translate their will into the language of its own. Common examples of actors include humans, collectivities of humans, texts, graphical representations, and technical artifacts. Actors, all of which have interests, try to convince other actors so as to create an alignment of the other actors' interests with their own interests. When this persuasive process becomes effective,
it results in the creation of an actor-network.


Actor Network

A heterogeneous network of aligned interests.


Translation

The creation of an actor-network. This process consists of three major stages: problematization, interessmant, and enrolment. Numerous actors within an organization may be involved in a different process of translation, each with its own unique characteristics and outcomes. For purposes of clarity, it is useful to focus on a single actor, from whose vantage point we wish to see the process of translation.

Problematization (also simplification)

The first moment of translation during which a focal actor defines identities and interests of other actors that are consistent with its own interests, and establishes itself as an obligatory passage point (OPP), thus "rendering itself indispensable" (Callon, 1986).

Obligatory passage point (OPP)

The obligatory passage point, broadly referring to a situation that has to occur in order for all the actors to satisfy the interests that have been attributed to them by the focal actor. The focal actor defines the OPP through which the other actors must pass through and by which the focal actor becomes indespensable.

Interessement

The second moment of translation wich involves a process of convincing other actors to accept definition of the focal actor (Callon, 1986).

Enrollment

The moment that another actor accepts the interests defined by the focal actor.

Inscription

A process of creating technical artifacts that would ensure
the protection of an actor's interests (Latour, 1992).

Irreversibility

The degree to which it is subsequently impossible to return
to a point where alternative possibilities exist (Walsham, 1997).”

Extraído de: http://carbon.cudenver.edu/~mryder/itc_data/ant_dff.html

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Um resumo do essencial da teoria do actor-rede

"For what it's worth, here is my own brief outline summary of some of the main ideas of ANT:

1. There is an emphasis on networks and links, as opposed to heroic individual "genuises"

2. The nodes in these networks, called actants, include not just humans, but also non-humans, such as physical objects; they all do some kind of work to maintain the integrity of the network.

3. Individual actants, and groups of actants, in general have different value systems, so that translation among these systems is necessary for a network to succeed; this work is done along the links in the network. Socio-technical compromise is the work done to bring the various technical and social nodes into alignment.

4. The structure of a project can only be seen clearly when these translations (and hence the project) have been successful; hence the values, and even the parts and structure, of a failed project are not in general well defined.

5. The human actors in a project are in a sense sociologists, because they must do acts of interpretation, which in effect are theories of the project; this work should be taken very seriously by sociologists, who should not assume that their own views are necessarily superior to those of the actual participants."

Extraído de: http://www.kmentor.com/socio-tech-info/archives/000559.html

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Actor-network theory concepts
From Wikipedia, the free encyclopedia


Ver: http://en.wikipedia.org/wiki/Actor-network_theory



The Heterogenous Network

The primary tenet of actor-network theory is the concept of the heterogenous network, a network that is achieved by a great deal of work that "disciplines" the various social and non-social elements so that they work together, instead of "making off on their own."[1] For example, 16th century Portuguese navigation successfully combined improved sailing vessels, the magnetic compass, knowledge of trade winds, and a new method for the astronomical determination of latitude. The result was a "durable network" that was capable of resisting hostile forces, including currents, winds, and Muslim navigators.[2]

From an ANT perspective, everything in social life can be seen as the result of successfully negotiated networks. When buying produce from a supermarket, for example, the actor-network involved would include the purchaser and the cashier, as well as the cash register, the money and the produce involved. It also includes other, less obvious objects, such as the clothes the purchaser wears, without which they would most likely not be served. The task of trying to identify all of the heterogeneous elements in an actor-network like this can be difficult, and is ultimately up to the discretion of the researcher. This is known as the problem of selection.

Actor-network theory claims that any actor, whether person, object (including computer software, hardware, and technical standards), or organisation, is equally important to a social network. As such, societal order is a series of effects generated through the smooth running of various actor-networks. Social order, or more accurately orderings of the 'social', can break down when certain actor-networks are removed or are rearticulated. For example, the removal of telephones, banks or the president may all result in significant break-downs in social order.

The Overlapping Stages of ANT

1. Inscription

Technology embodies the beliefs, practices, relations etc of the society it emerges from

2. Translation

When the actor-network is actually created, and when actors other than the primary actor become involved. A powerful actor is able to translate another's interests to his own. This is the stage when negotiation takes place.

3. Framing

As the key issues and debates are resolved within a network, technologies can become stabilised over time.



The concept of translation

Central to ANT is the concept of translation, in which innovators attempt to create a forum, a central network in which all the actors agree that the network is worth building and defending. In his widely debated 1986 study of how marine biologists try to restock the St Brieuc Bay in order to produce more scallops,[3], Michel Callon has defined 4 moments of translation. These four moments are derived from studying :

1. Problematisation

What is the problem that needs to be solved? Who are the relevant actors? Delegates need to be identified that will represent groups of actors. So, a union head represents workers or an MP represents his constituency. During problematisation, the primary actor tries to establish itself as an obligatory passage point (OPP) between the other actors and the network, so that it becomes indispensable.

2. Interessement

Getting the actors interested and negotiating the terms of their involvement. The primary actor works to convince the other actors that the roles it has defined them are acceptable.

3. Enrolment

Actors accept the roles that have been defined for them during interessement

4. Mobilisation of allies

Do the delegate actors in the network adequately represent the masses? If so, enrolment becomes active support.

Punctualisation

If taken to its logical conclusion, nearly any actor can be considered merely a sum of other, smaller actors. An automobile is an example of a complex system. It contains many electronic and mechanical components, all of which are essentially hidden from view to the driver, who simply deals with the car as a single object. This effect is known as punctualisation, and is similar to the idea of abstraction in object-oriented programming.

When an actor network breaks down, the punctualisation effect tends to cease as well. In the automobile example above, a non-working engine would cause the driver to become aware of the car as a collection of parts rather than just a vehicle capable of transporting him or her from place to place. This can also occur when elements of a network act contrarily to the network as a whole. In his 'Pandora's Hope' Latour likens depunctualization to the opening of Pandora's box.

Tokens/Quasi-Objects

In the above examples, 'social order' and 'functioning car' come into being through the successful interactions of their respective actor-networks, and actor-network theory refers these creations as tokens or quasi-objects which are passed between actors within the network.

As the token is increasingly transmitted or passed through the network, it becomes increasingly punctualized and also increasingly reified. When the token is decreasingly transmitted, or when an actor fails to transmit the token (e.g., the oil pump breaks), punctualization and reification are decreased as well.

Extraído de: http://en.wikipedia.org/wiki/Actor-network_theory

Teoria do actor-rede na "web" - sítios com textos on-line

Ver este site:

- Reassembling the Social: An introduction to Actor-Network-Theory Bruno Latour. Recensión crítica de Francisco Tirado.

http://www.plazamayor.net/antropologia/44nov/libros/nov0501.pdf

Ver também este número da revista da AIBR. Revista de Antropología Iberoamericana:

http://www.plazamayor.net/antropologia/44nov/

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AIBR. Revista de Antropología Iberoamericana (www.aibr.org)

Cultura, Tecnociencia y Conocimiento: El reto constructivista de los Estudios de la Ciencia


Número Especial. Noviembre-Diciembre 2005


PRESENTACIÓN

ENTREVISTA

- Bruno Latour.

http://www.plazamayor.net/antropologia/44nov/entrevistas/nov0501.asp

ARTÍCULOS

Texto introductorio. - Tomás Sanchez-Criado y Florentino Blanco (Eds) Los constructivismos ante el reto de los estudios de la ciencia y la tecnología. Estudios de la Ciencia y Teoría del Actor-Red. - Bruno Latour. Llamada a revisión de la modernidad. Aproximaciones antropológicas. - Francisco Tirado Serrano, Miquel Domènech i Argemí. Asociaciones heterogéneas y actantes: El giro postsocial de la teoría del actor-red. - Carlos José Saldanha Machado, Márcia de Oliveira Teixeira. La innovación para la sociología de la traducción. - Daniel López Gómez. Aplicación de la teoría del actor - red al análisis espacial de un servicio de teleasistencia domiciliaria. - Fernando Domínguez Rubio. Re-pensando lo social: apuntes para la re-descripción de un nuevo objeto para la sociología. - Fabián Muniesa, Emilio Luque, Izaskun Chinchilla, Andrés Jaque. Ejercicios de empirismo conceptual en arquitectura. - Carlos José Saldanha Machado. Observaciones socio-antropológicas sobre los científicos en acción en la Amazonía Central: Estudio de caso del instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.

Buscando nuevos criterios comparativos: el umbral de lo humano y sus tecnologías de la regulación. - Alexandre Surrallés. Afectividad y epistemología de las ciencias humanas. - Alvaro Pazos Garciandía. El otro como sí-mismo. Observaciones antropológicas sobre las tecnologías de la subjetividad. - José Carlos Loredo Narciandi. Acerca de las tecnologías psicológicas. - Arthur Arruda Leal Ferreira. La psicología vista por un antropólogo de las ciencias: un saber entre el cielo de los conceptos científicos y el torbellino de las prácticas sociales. - Rubén Gómez-Soriano y Beto Vianna. Eslabones encontrados: Los grandes simios y el imaginario occidental. - Ana Mª Gálvez Mozo. Sociabilidad en pantalla. Un estudio de la interacción en los entornos virtuales.

Conocimiento incorporado, cultura y artefactos. - Marcia Moraes. Ceguera y cognición: Sobre el cuerpo y sus redes. - David Travieso García. El realismo operacional y su descripción por medio de la teoría de sistemas dinámicos para una teoría psicológica monista. - Jesús Vega Encabo. Mentes híbridas: Cognición, representaciones externas y artefactos epistémicos. - Iván Sánchez Moreno. Contra la tiranía de la música. - Alberto Rosa e Ignacio Brescó. F. C. Bartlett, una antropología desde la psicología experimental. ACTUALIDAD Y NOTICIAS: - Acceso a sección permanente de noticias.

CRÓNICAS: - Kristian Hvidtfelt Nielsen. Visita a la exposición 'Making Things Public. Atmospheres of Democracy'. (Center for Art and Media, Karlsruhe. Alemania) - Sergio D. López 104 Reunión de la American Anthropological Association.

LIBROS. RECENSIONES CRÍTICAS:
- Reassembling the Social: An introduction to Actor-Network-Theory Bruno Latour. Recensión crítica de Francisco Tirado.
http://www.plazamayor.net/antropologia/44nov/entrevistas/nov0501.asp


- Making Things Public. Atmospheres of Democracy Bruno Latour and Peter Weibel, Eds. Recensión crítica de Kristian Hvidtfelt Nielsen. [consultar texto original en inglés]
- After Method. Mess in Social Science Research John Law. Recensión crítica de Tomás Sánchez-Criado.
- Crepúsculo de los ídolos en antropología social Witold Jacorzynski. Reseña de Sergio D. López.

ENLACES EN INTERNET: - Novedades.

AGENDA: -Convocatorias, congresos y actividades

Tecnologia e configurações do humano

Ciclo de Conferências e Seminários

Tecnologia e configurações do humano




SEMINÁRIO - 2ªf., 3 de ABRIL DE 2006 - 10.30h no ICS (Edifício novo), Gualtar, Braga
com James R. Taylor (Universidade de Montreal – Canadá)
Seeing organization emerging in communication rather than communication in organization
Inscrições: até dia 31 de Março de 2006
via e-mail (jpneves2005@yahoo.com.br)
Limite de participantes: 20 (vinte).
Custos: 30 Euros
(alunos e docentes da Universidade do Minho
estão dispensados do pagamento).
Certificação: Será atribuído a cada participante
um Certificado de Participação



CONFERÊNCIA - 3ªf., 4 de ABRIL DE 2006 - 14h CP1 - A3, Gualtar, Braga
E se, em vez de se colocar a tecnologia na organização,
a organização fosse colocada na tecnologia?
por James R. Taylor
(Universidade de Montreal – Canadá)
O fim das máquinas
por José Bragança de Miranda
(Universidade Nova de Lisboa)
A nova erótica interactiva
por Moisés de Lemos Martins
(Universidade do Minho)

Organização
Centro de Estudos Comunicação e Sociedade (CECS)
Núcleo de Estudos em Sociologia (NES)


Comissão Organizadora
Zara Pinto Coelho, Manuel da Silva e Costa, Joel Felizes, Moisés de Lemos Martins e José Pinheiro Neves

Mais informações em:
http://configuracoes.no.sapo.pt